A VERDADE DE 64 A 2017

Toda vez que surge um assunto polêmico onde existem teses opostas, devemos ir atrás da verdade. Afinal, se um afirma que o objeto é preto e o outro afirma que é branco, em quem devemos acreditar? Quanto mais isento for o pesquisador, maiores são as chances de encontrar a verdade.
Não seria diante de tantas polêmicas envolvendo o que aconteceu no regime militar brasileiro. Vamos saber o que realmente aconteceu naquela época, em 1964, através de uma narrativa simples, do brilhante pesquisador e professor de História, Wander Pugliesi, em forma de uma entrevista em 2017.
ENTREVISTADOR - Vamos conversar agora com o professor e historiador Wander Pugliesi, e falar sobre o assunto: 50 anos do golpe da revolução, ou da contra revolução, período da ditadura militar do Brasil. Professor, bom dia, obrigado por sua presença nesta entrevista.
PROFESSOR - Muito bom dia, é muito bom estar aqui, e uma saudações calorosa a todos que participaram do 31 de março de 64, os nossos gloriosos militares, que tomando o poder, evitaram que o Brasil fosse hoje uma Cuba. Na minha opinião, essa data deveria ser feriado nacional.
ENTREVISTADOR - Na opinião do senhor, então não foi golpe? Qual é a interpretação que o senhor faz então, desse acontecimento histórico na vida do Brasil em 31 de março de 64, há 50 anos?
PROFESSOR - Nós chamamos de contra revolução, porque no governo de Jango (João Goulart), já havia uma revolução capitaneada através de Cuba, para transformar o Brasil num País socialista. E então, a ação dos militares tomando o poder,que nós nem podemos chamar de golpe, porque nós vamos ver agora a história dos presidentes militares.
Houve eleição, e todos os generais que nos governavam foram eleitos pelo Congresso Nacional. Golpe, não é a palavra mais correta. Contra revolução seria o mais correto, com apoio na época, de 99,99 por cento da população brasileira. Isso tem que ser bem claro. Só um jornal do Brasil, o "Tribuna da Imprensa" sustentava o governo Jango. No mais, toda a Imprensa Nacional aplaudiu a tomada de poder pelos militares.
Isso tem que ser bem lembrado, porque a maioria do povo de hoje, não viveram e não estudaram isso. Isso não é passado para nós nas escolas.
ENTREVISTADOR - A maior parte da imprensa, do empresariado e da população apoiaram?
PROFESSOR - Totalmente! Eles pediram para os militares tomarem o poder nas famosas marchas que aconteceram naquela semana anterior. Em São Paulo, 500 mil pessoas nas ruas. Rio, Belo Horizonte e outros lugares com marchas menores. Houve um pedido para que os militares acabassem com a bagunça do governo Jango.
Jango era um patife. O seu governo tinha uma média de duas greves/dia, no País todo, paralisado. Mais ou menos como você está vendo no panorama de hoje. Invasão de terras, o cidadão decente acuado em casa, criminalidade solta, etc. Então o chamado golpe militar foi aplaudido pela imprensa, e pela população maciça. Isso dá legitimidade aos militares.

ENTREVISTADOR - Vamos tentar entender um pouco melhor? Por que o exército decidiu tomar o poder do País? Como foi arquitetado essa ação?
PROFESSOR - João Goulart, estava presidente como vice do Jânio Quadros que tinha renunciado em 61. João Goulart era da ala esquerda do PTB na época. O PTB na época, seria hoje o nosso PT. Algo assim radical de esquerda. E, ele estava tomando providências que mostravam claramente que o Brasil iria virar um País "socialista".
Por exemplo: no dia 13 de março de 64, no famoso comício da Central do Brasil, ele anunciou a estatização de cinco refinarias particulares no Brasil; ele anunciou o desapropriamento de todas as terras ao redor de rodovias, ferrovias e açudes; e o desapropriamento de propriedades particulares de imóveis que estariam abandonados.
Quer dizer: isso é uma atitude criminosa. Um governo não pode fazer isso contra o cidadão. Só que a radicalidade da esquerda apoiou esse tipo de ação, e isso assustou muito a classe média. E também nesse discurso (comício), na Central do Brasil ele anunciou a pressão contra o Congresso Nacional para que houvesse uma aprovação das reformas que o governo propunha.
Ele queria dar votos aos analfabetos, ele queria criar cotas nas Universidades para pobres, aumentar os impostos, e isso tudo deixou a classe média em polvorosa. Isso dia 13; dia 19 foi o dia das famosas marchas das famílias com Deus pela liberdade, através das grandes capitais do Brasil. E dia 30 portanto, há 50 anos, foi a gota d'água, como se diz. Ele estava presente na assembléia, no Automóvel Clube do Rio de Janeiro, de uma greve de cabos e soldados da marinha.
Ora, greve no vocabulário militar não existe. Militar não pode fazer greve. Isso é um motim, é um insubordinação inaceitável. E ele participou da assembléia de cabos e sargentos grevistas desafiando o alto comando das forças armadas, e apoiou o movimento no comício dele no discurso. Ao final ele foi agarrado e jogado para cima, como se fosse uma gincana escolar.
Isso é uma coisa absurda e inaceitável. Então nessa noite de 30 para 31, os militares que já estavam aceitando essa quebra da hierarquia da ordem nacional (na minha opinião aceitando demais). Estava demorando para tomar uma providência. Então o grande General Olímpio Mourão Filho, em Juiz de Fora resolveu às 4:30 h da manhã, sair com as tropas e ir para o Rio de Janeiro, para depor o presidente que estava no Rio de Janeiro.
E foi aí que aconteceu esse golpe, sem dar um tiro sequer. Por isso que foi um golpe fraudulento, porque não foi golpe; essa palavra é errada. O presidente sabendo que o exército estava contra ele, decolou do Rio e foi para Brasília, e de lá foi pçara Porto Alegre. E no dia 2 de abril, fugiu para Uruguai.

Ele abandonou o cargo e o posto dele. É por isso que a palavra golpe é errada. Ele abandonou o cargo. O presidente do Congresso Nacional, senador Auro de Moura Andrade leu em plenário que o cargo estava vago e empossou o presidente da Câmara Ranieri Mazzili para assumir a presidência da república. A renúncia do João Goulart foi sem explicação nenhuma: ele sumiu. Ele simplesmente pegou a família e foi para o Uruguai.
A tomada de poder no Brasil foi sem disparar um tiro. Sem problema nenhum. Realmente as tropas se encontraram na via Dutra, e alguns militares ainda relutaram em entender que deveriam tomar aquela atitude, e no fim acabou todo o mundo voltando para casa, e o País entrou numa era de ouro. Com certeza, de P. Alvares Cabral até Dilma hoje, o governo militar foi o melhor de todos os governos da História do Brasil.
ENTREVISTADOR - Que características a gente pode comentar aqui desse modelo de regime militar durante esse período de 64 - 85? Houve um ataque à liberdade de imprensa. Houve também, uma repressão aos opositores.
PROFESSOR - Sim, houve repressão aos opositores armados. Para entendermos o global, eu gostaria de passar rapidamente pelos presidentes militares. Por exemplo, Castelo Branco que era o chefe do exército na época, foi eleito dia 11 de abril, portanto, poucos dias depois do chamado "golpe", foi eleito pelo Congresso Nacional, e ele ganhou 361 votos contra 3 votos de Juarez Távora e dois votos de Eurico Dutra, que já tinha sido presidente do Brasil.
Então houve uma eleição democrática, três candidatos se apresentaram e o Castelo Branco foi eleito com 361 votos, assumindo o governo. Em 66, Costa e Silva foi eleito com 294 contra 41. Em 69 o General Médici foi eleito também pelo Congresso Nacional por 393 votos contra 75. Em 73, Geisel (General) foi eleito pelo Congresso Nacional com 400 votos contra 76, e esses 76 foi para aquele Ulisses Guimarães, famoso na História do Brasil. Foi uma derrota acachapante.
Em 78, o último General Figueiredo foi eleito com 355 contra 226 de um outro General apoiado então pelo MDB. Então, nós temos aqui cinco, na verdade ex-generais, porque você não tem uma fotografia dos presidentes de farda, porque eles iam para a reserva antes de serem candidatos.
Na América Latina você tem toda a história de generais tomando o poder com farda, com todo aquele aparato. Não, nossos presidentes eram ex-militares na verdade. Todos eles de paletó e gravata, e foram eleitos pelo Congresso Nacional. Isso não caracteriza uma ditadura. Em 85 foi eleito também pelo Congresso Nacional, Tancredo Neves e todo o mundo chama isso de democracia.
Em 85 foi eleito Tancredo Neves, no mesmo moidelo que os cinco ex-generais. Logo, essa palavra ditadura não combina. O que aconteceu depois da tomada de poder pelos militares? Essa esquerda, que estava tentando cubanizar o Brasil e foi destronada se os militares não tivessem tomado o poder, hoje estaríamos vivendo um País como Cuba: um País miserável, arrasado, com um governo sanguinário que pode tudo e tem tudo. Saibam que Cuba é uma verdadeira favela.
Em Cuba não tem papel higiênico, não tem água potável, não tem creme dental e tem gente que até hoje repete por ter ouvido, que Cuba tem a melhor medicina do mundo. Isso é uma coisa hilária; a melhor medicina do mundo só pode estar em países ricos, modernos.
Sendo assim, nós temos que agradecer a eles (militares) que tomaram o poder e evitaram a cubanização do Brasil em 64. Agora, esses que foram derrotados resolveram então pegar em armas para desestabilizar e derrubar o governo, financiados por Cuba, que estava através de Moscou, treinados em Cuba, guerrilheiros, jovens aliciados por professores, por agentes a soldo de Cuba.
Estes iam a Cuba e eram treinados, armados e viraram guerrilheiros, terroristas. E resolveram então se levantar contra o nosso governo a partir de 66 quando explodiu a primeira bomba no aeroporto de Recife em Guararapes, matando duas pessoas e ferindo gravemente mais 15 pessoas. Eles colocaram uma bomba dentro de uma mala, e assim começou a luta armada que foi derrotada em 74.
Portanto nós tivemos oito anos de luta armada contra o governo. Hoje, esses que sobraram vivos, dizem que estavam lutando pela liberdade democrática contra a ditadura. Isso é um absurdo. Cuba, uma ditadura sanguinária não iria financiar um movimento democrático. Se eles quisessem lutar realmente pela democracia, havia meios corretos; eles iriam se candidatar pelo partido de oposição e entrar no sistema democrático de eleições.
Mas, eles eram todos comunistas e queriam implantar no Brasil uma ditadura comunista no modelo Cubano. O governo foi pego de surpresa; demorou três anos para o governo se estabilizar e entender o que estava acontecendo, por sucederem-se a partir dessa bomba em Recife, assaltos a bancos, sequestros de embaixadores, e nessa ação de oito anos desses guerrilheiros, desses bandidos sanguinários, desses monstros matando civis, matando pessoas que não tinham nada a ver com nada.
Isso é um crime hediondo. O governo deveria ter instalado uma pena de morte dessas pessoas para serem eliminadas. O governo criou os mamosos DOI CODI, ou seja, um órgão que eram 10 no Brasil inteiro, montado por militares do exército das forças armadas e por policiais estaduais e federal para combater essa guerrilha, esse terrorismo.
E, baratíssimo saiu esse combate; nos 8 anos de combate, nós tivemos mais ou menos 500 mortos de ambos os lados, e eles então evitaram de novo a tomada do poder pelos comunistas. Na história do conflito humano, nunca "tantos deveram tanto a tão poucos". Essa frase não é minha. Essa frase é da segunda guerra mundial, do Wiston Churchil, mas ela se encaixa tão perfeitamente nessa ação do DOI CODI quando nunca tantos deveram tanto a tão poucos.
Eram 500 homens do exército mais uns mil militares dos estados, das policias militares estaduais que enfrentaram esses guerrilheiros com muita capacidade, e exterminaram a guerrilha deixando o Brasil livre de ser um País socialista. Vejam só: o governo colombiano não conseguiu se livrar dos guerrilheiros, e hoje esse grupo está dominando mais da metade do país e já mataram mais de 50 mil pessoas.
ENTREVISTADOR - Professor, e as torturas que aconteceram era obra de grupos radicais do exército ou era realmente uma política de Estado?
PROFESSOR - Noventa e cinco por cento dos que se dizem torturados, são mentirosos. Deve ter acontecido alguma tortura, alguma coisa sim, mas por que mentiroso? Porque hoje, a partir do governo Fernando Henrique Cardoso, está rendendo indenizações muito milionárias.
Imagine que só o governo Lula pagou para esses ditos perseguidos, 5 bilhões de reais do teu dinheiro, do nosso dinheiro a esses ditos perseguidos. Então é preciso ir com muita calma nessa história. Os terroristas mataram 120 pessoas e feriram brutalmente 354 e segundo a comissão dos perseguidos, 358 pessoas foram mortas ou desapareceram durante esses combates contra a esquerda armada.
É claro que numa guerra alguma injustiça pode ter sido cometida. Mas não era política de governo, e se é uma guerra e se você tem um guerrilheiro preso, você vai ter que fazer um interrogatório. Toda informação que você tirar dele, vai salvar vidas em ações posteriores. Então, provavelmente alguns levaram alguns tapas na cara e levaram uma pressão para contar o que sabiam. Isso não tem nada demais.
ENTREVISTADOR - Professor, o senhor é de São Paulo, não é? Mas está aqui na região (Blumenau) há muito tempo?
PROFESSOR - Sim, eu nasci na capital paulista e conheci Blumenau em 76 e fiquei encantado, me senti na Europa. Depois me casei com uma catarinense, meu filho é blumenauense. Estou aqui há 29 anos e continuo lecionando em Blumenau. Já lecionei nas 20 maiores cidades em 35 escolas e cursinhos. Ensino médio e pré vestibular.
ENTREVISTADOR - Professor, vamos falar sobre as ações mais importantes do período do governo com o regime militar. Quais foram as ações mais importantes? A economia do Brasil avançou nesse período?
PROFESSOR - Em 64 nós éramos a 49ª economia do globo, e em 85 quando os militares foram pra casa, nós éramos a 8ª economia. Então, quando eu digo que foi o melhor governo da História do Brasil, não é uma opinião; nós estamos tratando aqui de História. História é uma ciência, são fatos e resultado de muita pesquisa e muita reflexão.
Então, se um governo pega um País em 49ª e entrega em oitava posição no ranking econômico mundial, é de se respeitar esse governo a partir desses números. Em 64 o Brasil tinha 400 Km de asfalto. Eles nos entregaram 65 mil quilômetros de asfalto. Eles criaram a EMBRAPA. Em 71 o grande presidente Médici, que na minha opinião, foi o melhor dos cinco, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) é hoje responsável pelo Brasil ser o maior exportador de alimentos do mundo.
O Brasil só não quebrou até agora, porque está exportando commodities, as carnes todas, e os grãos, o açúcar, o café... O pró álcool foi criado por eles. Nós teríamos horas para falar de tudo que eles fizeram de bom. Eles criaram a Polícia Federal que não existia, o SNI que não existia, o Banco Central que não existia. A Polícia Rodoviária foi criada pelos militares; eles criaram a Embraer, que é uma das melhores fábricas de avião do mundo, que é técnica brasileira, fantástica, que foi depois privatizada por Fernando Henrique.
A ENGESA (Engenheiros especializados S/A) que na época exportava carros blindados para outros países, enfim, nós fomos realmente um País respeitado nos anos 70. Nós tínhamos a maior produção naval do mundo, e só o governo Médici construiu 15 hidrelétricas, depois Geisel construiu Itaipu e Tucurui. E hoje nós temos energia elétrica, não há dúvida nenhuma, por causa dos militares. Isso tudo é mais ou menos o que nós tiramos de melhor do que eles fizeram.
O Brasil então saltou na economia. Realmente uma coisa fantástica. Isso tudo está sendo esquecido, não é verdade?

ENTREVISTADOR - Teve esses pontos importantes, mas teve também nos anos 80 a disparada da inflação, que o governo não conseguiu controlar...
PROFESSOR - Perfeito. A dívida externa brasileira aumentou bastante. O governo militar pegou o Brasil com 3 bilhões de dólares em 64 e entregou com 105 bilhões. Mas se descontar disso as grandes obras, todas as estradas que cortaram esse País, o sistema do mobral que eu me lembro agora, de alfabetização via rádio, essas empresas todas, a criação de emprego, e também os dois choques do petróleo que os militares sofreram...
O Brasil sofreu muito em 73 a partir de 73 e 79 com dois choques do petróleo e por isso o governo Geisel teve que criar o pro álcool, hoje um orgulho nacional; nós temos álcool em qualquer esquina desse País, para fazer os motores funcionarem. Tudo isso fez com que a dívida externa saltasse. Só que depois que os militares sairam do poder, nenhuma obra mais você viu neste País inteiro.
Hoje, a dívida externa são de 320 bilhões de dólares, e a dívida interna, impagável, já passou de 2 trilhões de reais. Portanto hoje nós temos mais dívida e desemprego, quebradeira nacional, e obra que é bom nada. Que obra que você me aponta de 85 para cá? O gasbol, o gasoduto Brasil/Bolívia que é um "tiro no pé", ninguém mais está usando, isso aí, é impagável. A duplicação da São Paulo x Florianópolis, que não termina nunca, e mais nada.
O governo atual (em 2017), não está cuidando do asfalto que recebeu em 85 do governo militar. O Brasil está verdadeiramente quebrado. Por isso, muitos jovens brasileiros estão nos abandonando. Vemos que milhares e milhares estão indo embora por ano do Brasil, porque o Brasil não está mostrando a eles um futuro interessante; um horizonte que os prenda aqui.
ENTREVISTADOR - Agora professor, deixa du lhe perguntar. O senhor disse no princípio da entrevista que a tomada do poder pelos militares em 64, teve o apoio do empresariado, de boa parte da população, da imprensa também, e como se deu o processo de movimento para as diretas já, da redemocratização do País, porque milhões e milhões de brasileiros foram às ruas encampar a bandeira do movimento diretas já. Por que isso aconteceu?
PROFESSOR - É muito simples de entender. Devido a esses dois choques do petróleo e a inflação que não tinha como ser controlada, parte do Brasil, parte da população começou a ficar insatisfeita com o governo. E a população é sempre guiada pela grande mídia nacional. Que aliás não é nacional. Nós temos que entender que a Veja, o Globo, são "Time Life" (uma empresa americana especializada em marketing para aproveitar a fama das maiores revistas). Então, são grupos estrangeiros que fazem a opinião pública. Opinião pública verdadeiramente não existe, ela é formada pela imprensa.
A grande imprensa que apoiou o golpe, ou seja, o chamado golpe ou ditadura, essa grande imprensa que apoiou os militares no começo, começou a reprova-los a partir dos anos 70 quando acabou o AI5 (Ato institucional número cinco) = que foi o quinto dos dezessete grandes decretos emitidos pelos governo militar.
Em 1978 acabou o AI5, e voltou a liberdade plena de expressão, e essa mesma empresa começou então a criar na cabeça das pessoas, principalmente dos mais jovens, uma visão de que os militares realmente foi um péssimo governo, e essas pessoas começaram a ficar com os mais jovens, insatisfeitos com o governo. Uma ilusão criada de que votar para presidente é uma coisa boa.
E parece-nos que não é, porque uma população que elege uma figura igual o LULA, já está provando que essa teoria está falha. Um homem que nunca trabalhou e nunca leu um livro, não pode governar um País do tamanho do Brasil.
Então isso prova que o voto direto não deu o resultado esperado. Assim, as diretas já, foram reprovadas pelo Congresso Nacional na época, e a eleição do Tancredo Neves e vice Sarney, foi feita como foram feitas as eleições dos cinco generais pelo Congresso Nacional. As diretas já foi uma grande ilusão. A população foi pras ruas, e a eleição foi indireta. Isso não mede a capacidade do candidato.
Os Estados Unidos, que inventaram esse modelo, o fazem desde 1787. Nenhum presidente dos Estados Unidos desde 1787 foi eleito pela população americana. Lá também é o Congresso que elege o presidente. E lá não é ditadura, nunca chamaram os EUA de ditadura. Por que aqui, o que foi feito no mesmo modelo, é chamado de ditadura?
Talvez porque durante alguns anos teve um controle de uma certa censura na imprensa, ficou essa imagem. Talvez esse foi o erro dos militares de fazer essa censura. Mas eu me lembro muito bem que nós tínhamos famílias sadias. Uma parte da censura, é muito positiva, porque você tem hoje em qualquer televisor, cenas de violência e sexo às quatro horas da tarde.
Isso é inadmissível. Qualquer pessoa que tenha um pouco de inteligência, que é pai e chefe de família, e trabalha, não recebe bolsa do governo, ela é contra essa liberação geral da chamada liberdade de imprensa. Liberdade de imprensa na verdade não existe. Isso é esculhambação. Isso nós não tínhamos. Pergunte a qualquer pessoa que tem 55 pra cima, 60, 70 anos, todos eles vão dizer que tem saudade do governo militar.
Havia ordem no País, a gente se sentia governado. Hoje nos sentimos desgovernados. Não temos a quem chamar. O País está falido. As polícias estão falidas. Porto de navios esse País não tem, a não ser em Cuba, feito com nosso dinheiro. A população realmente quando fala que queria os militares de volta, é porque alguém está lembrando que era melhor.
Essa informação maciça nos meios de comunicação, é para que a população pense que agora é bom, e que era ruim na época. Pintam com as piores cores aquela época. Quem viveu sabe que foi boa.
ENTREVISTADOR - Para o Professor Wander Pugliesi, não houve ditadura militar no Brasil durante esse período de 64 - 85.
PROFESSOR - Não. Não houve ditadura. Nós tivemos durante 21 anos o fechamento do Congresso durante dez meses e meio. O fechamento do Congresso em 68 pelo AI-5 durante dez meses e 77 durante duas semanas. O Geisel fechou o Congresso para fazer umas reformas, e depois o Congresso foi aberto.
Nós tivemos durante o governo militar pluripartidarismo de 64 a 66 e de 80 a 85. Então se tem vários partidos não é ditadura. Ditadura é em Cuba onde só tem um partido comunista. E de 66 a 80 nós tivemos dois partidos: a ARENA do governo e o MDB de oposição. Portanto, se tem oposição, tem eleição normal, não é ditadura.
A única coisa que você não escolheu durante o governo militar foi presidente da república e governador do Estado, e prefeito de capitais. São três cargos que o povo não escolhia. Todos os outros cargos, de vereadores, prefeitos, deputados federais, estaduais, senadores, foram eleitos pelo povo durante todos os 21 anos, portanto não há ditadura.
O que deu esse ar de ditadura, foi a censura prévia aos grandes meios de comunicação que foi instituída a censura em 68 pelo AI-5. O AI-5 durou 10 anos: de 68 a 78. Então essa censura prévia, nos meios de comunicação, deu esse ar de ditadura. Provavelmente teria sido o erro dos militares, e eles estão pagando por alguma coisa que não aconteceu. Essa ditadura é uma falácia.
Nós tivemos durante oito anos, de 66 a 74, 29 grupos terroristas financiados e treinados por Cuba para tentar derrubar o governo. Uma ação totalmente estapafúrdia, matando inocentes, fazendo terrorismo barato, sequestrando embaixadores, fuzilando pessoas, fazendo justiçamento próprio entre amigos das próprias organizações terroristas.
E, esses terroristas que sobraram, são hoje indenizados; flamejantes com grandes cargos no governo e nos meios de comunicação. Nas Universidades federais inclusive. Então veja que a população está sendo educada pela cabeça e pela versão desses derrotados. A única oportunidade que eu conheço na história dos derrotados contarem a história.
Geralmente você vê na Segunda Guerra Mundial, quem conta a história são os vencedores. No Brasil, há uma inversão: os derrotados estão contando a história mentirosa deles. Qualquer pessoa que tenha o desprazer de conhecer um sujeito desses que hoje se diz perseguido, vai pensar que durante 21 anos houve uma perseguição generalizada. Coisa nenhuma, quem cuidou da sua própria vida e foi trabalhar e estudar não teve problema nenhum, pelo contrário: foi protegido pelas ações do governo.
ENTREVISTADOR - Professor, eu gostaria de ouvir sua opinião sobre a pesquisa que o jornal Folha de São Paulo está apresentando, que é uma pesquisa inédita do Datafolha, que a maior parte da população quer anular a lei da anistia conforme ela é aplicada hoje.
PROFESSOR - É muito simples. A lei da anistia aprovada pelo Congresso em 79, ela não existe. Porque ela só anistiou os ditos perseguidos.
ENTREVISTADOR - 46% dos entrevistados defendem castigo aos torturadores e 41% são contra. Pessoas que não souberam opinar, 13%. Em 2010 quando o Datafolha fez essa pergunta pela primeira vez, o resultado foi inverso: 45% eram contra e 40% a favor.
PROFESSOR - Por aí você vê que a opinão pública foi moldada pelos grandes meios de comunicação, e as pessoas dão palpite sobre o assunto que não dominam. Esse é o problema desse negócio de pesquisa. As pessoas dão o seu palpite que não é uma opinião baseada em fatos científicos, em conhecimento de causa.
Essas pesquisas só estão mostrando isso: os governos militares foram extremamente difamados, e tudo que eles fizeram de bom, toda a riqueza que eles trouxeram ao Brasil foi esquecida. E por causa dessa ação de terroristas a soldo de Cuba, a imagem deles foi queimada, e a população então quer que eles sejam punidos. A lei da anistia aprovada pelo Congresso Nacional em 79, ela perdoa crimes políticos de ambos os lados. Só que agora só foram perdoados os que pegaram em armas. Os militares que fizeram a sua obrigação de combate-los, são perseguidos. Isso é um absurdo! Uma lei dessa tem que ser rasgada.
ENTREVISTADOR - Professor, como seria o Brasil se os militares ainda estivessem no poder hoje?
PROFESSOR - Bem, os militares tomaram o poder em 64, com a intenção de rapidamente devolve-lo aos civis. Não devolveram devido a essa ação armada que durou u anos. Essa guerrilha comandada por Cuba. Eles não queriam ficar por tantos anos no poder.
Vamos dizer que eles estivessem até hoje no poder. Com certeza o Brasil seria mais rico e muito mais seguro. Foi o que a gente viu quando eles estavam no poder. Não poderia ser diferente. Todos os cinco generais morreram com suas aposentadorias magras. Não havia corrupção nenhuma por parte de militares. Até hoje, a oposição não apontou um dedo para, de um soldado raso ao maior general. Nós tínhamos um governo de pessoas extremamente honrados. O mais honrado e mais inatacável de todos.
Agora, esse "dito operário", esse molusco que ficou no poder durante oito anos, chegou em Brasilia com duas malas na mão, e saiu com 11 caminhões. O Sr. Luis Inácio da Silva e sua esposa e seus asseclas saquearam o Palácio da Alvorada. Todas as obras de arte, os móveis, cristais, louças, talheres. Eles levaram tudo embora para São Paulo.
Isso é um crime e eu estou procurando cadê o juiz, o promotor que vai levantar: está todo o mundo adorando esse jogo, tá todo o mundo quieto. Ele é o chefe do mensalão e ninguém aponta o dedo para ele. É o governo mais corrupto da História da Humanidade.
(OBSERVAÇÃO: só para lembrar, estamos falando neste comentário, do ano de 2017).
Eu conheço um pouco da história da humanidade, mas você não vê um governo tão corrupto, corrompido, e que faz tanto mal para o País e que agora o crime ficou institucionalizado. Qualquer bandido quando é pego pela polícia, ele ri da cara da policia. Isso foi culpa a partir do governo desse molusco.

Você vê governos terríveis que tiveram na história, o Stalin, por exemplo, acusado de matar 60 milhões de pessoas, mas ele fortaleceu o País dele e morreu pobre. Essa turma (petista) acabou com o nosso País e estão milionários. É uma coisa realmente terrível. Eu creio que o futuro do nosso País vai ser muito ruim mesmo, se essa turma não for desalojada do poder imediatamente.
ENTREVISTADOR - Ok Professor, eu quero agradecer a sua participação. Professor Wander Pugliesi falou conosco sobre a tomada de poder de 64 a 85..




Apaga esta merda de reportagem de um "professor" que quer dizer o que foi verdade e o que não foi. Este homem é um NAZISTA, com direito a SUÁSTICA DESENHADA NA PISCINA E BANDEIRA EM CASA. Bando de lixo!
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