A HISTÓRIA DO BRASIL ATÉ 2017


Wander Pugliesi

          Uma entrevista com o Professor de História, Wander Pugliesi.  História política e econômica do Brasil, desde o Brasil colonial até 2017.  Trata-se de uma transcrição de sua palestra em janeiro de 2017.  Sua aula é sensacional e está correta.  Sempre que alguém me diz que houve ditadura militar no Brasil, é fácil rebater essa falácia, pois em nenhum lugar do mundo o ditador deixou o governo espontaneamente.


          EXCEPCIONAL ESTA AULA DO PROFESSOR QUE TEM MAIS DE 50-60-70 ANOS, RECONHECE E ENTENDE O QUE ELE FALA.  DEUS NOS ILUMINE!... Concordo em número, gênero e grau com todo seu relato.  Quiçá tenhamos oxigenação e polidez  parlamentar. 

ENTREVISTADOR  -  Seja bem vindo, Professor.

PROFESSOR  - Muito obrigado, é sempre bom falar de história. A palavra "história", significa investigação.  Para entendermos a situação atual (2017) do País, e isso serve para qualquer país, nós temos que voltar ao passado, e entender os erros e acertos cometidos.  Para entender a História do Brasil, ela tem que ser dividida.

          Em 1500 quando os portugueses pisaram aqui em nossas praias a 1822, você tem o Brasil Colônia:  o Brasil pertence ao Estado português.  Tudo que tinha aqui, pertencia ao governo português.  No dia 7 de setembro de 1822, o príncipe D. Pedro, filho do rei de Portugal resolveu separar o Brasil de Portugal, pressionado por interesses econômicos ingleses, e já revoltado com o que acontecia em Portugal, que era a revolução do Porto, quando o pai delke, o rei, perdeu os poderes políticos. 

          Portugal em 1821, um ano antes da nossa proclamação da independência, tornou-se uma monarquia parlamentar.  O rei passou a ser uma figura folclórica, simbólica, e o governo passou para o tal do parlamentar, as cortes portuguesas (seria o nosso congresso nacional).

          Então, a independência do Brasil teve esse contexto:  viramos um império, a única monarquia da América, durante 67 anos.  Até 1889 o Brasil foi uma monarquia.  Império do Brasil:  tivemos os dois imperadores:  o pai e o filho, e o fatídico dia 15 de novembro de 1889, com a proclamação da república:  obra de meia dúzia de pessoas.  Não foi obra popular, não foi vontade popular e muito menos consciência popular.  

          Então, desde 1889 estamos num regime republicano, já com 7 constituições, na verdade aos "trancos e barrancos".  Nós tivemos épocas de glkória e administração de estadistas à frente do País, muito pouco.  Nós tivemos o Getúlio Vargas e os governos militares, e pouquissimas coisas que3 outras pessoas fizeram tomando a liderança da república. 

ENTREVISTADOR  -  Mas na época da monarquia, segundo conta a História, gozava-se de uma boa situação econômica no Brasil, e também política.

PROFESSOR  -  Sim, com certeza, e nós tínhamos uma Constituição moderníssima, com um dispositivo magnifico, chamado poder moderador:  que cabia ao imperador nomear os primeiros ministros.  E como só havia 2 partidos, o liberal e o conservador, essas forças se revezavam no poder, e não havia esses escândalos que nós temos hoje como cultura.  Esses partidos de aluguel, essa coisa toda não tínhamos. 

ENTREVISTADOR  -  Mas aí foi proclamada a República.

PROFESSOR  -  A república foi um fracasso total, foi um erro, foi uma esquina que o Brasil não deveria ter dobrado.  Os primeiros republicanos realmente não tinham condição nenhuma.  Para você ter uma ideia do aspecto até ridículos, a bandeira nacional, o dia da Bandeira é 19 de Novembro.  A bandeira nacional que o Deodoro apresentou no dia 15, durou 4 dias, porque ela era uma cópia fiel da bandeira dos Estados Unidos. 

          Ele copiou o nome estados unidos do Brasil, e copiaram a bandeira americana:  as 13 listas verdes e amarelas, e aquele retângulo noi lado superior com as 20 estrelinhas. Essa bandeira foi tão patética que foi rejeitada;  durou 4 dias.  No quarto dia, que é o dia 19 de Novembro, alguém resolveu deixar a bandeira do império.  A nossa bandeira atual é a bandeira do Império.  O hino Nacional, é o hino do Império, da coroação de D. Pedro II. 

          Isso mostra como foi provisório, como foi aventureira a proclamação da república no Brasil.  Então, em 1889 entramos naquele período que hoje é chamado de República Velha, até 1930, onde o Café tomou o poder do Brasil.  Aquela política do café com leite.  Os grandes fazendeiros de café de Minas e de São Paulo se revezavam no poder.  Num festival de fraudes e incompetên cias que só agora estamos assistindo coisa pior. 

          Então o Brasil começou a tomar uma diretriz de civilização, com a revolução de 30 e a posse de Getúlio Vargas no poder.  Getúlio Vargas ficou 15 anos no poder até 1945;  a era Vargas, e saiu do poder em 45 e voltou eleito em 51.  Foi eleito em 50 e assumiu em 51, até o episódio do suicídio.  O Getúlio Vargas nesses quase 19 anos, é que colocou o Brasil no eixo da civilização. 

ENTREVISTADOR  -  Ele é um símbolo de uma retomada de progresso ou um começo de progresso?

PROFESSOR  -  Totalmente,  o Brasil não era um estado de direito.  No Brasil não havia lei eleitoral, não havia lei trabalhista, não havia nada.  O Brasil era uma fazenda de café mal administrada.  Havia no tempo dos coronéis do café, dos barões, o chamado governo de Taubaté, que durou 25 anos, que era o seguinte: quando o café era produzido em excesso e os preços caiam, o governo comprava café e jogava no alto mar, para os preços voltarem a subir, mas esse dinheiro usado para isso, era dinheiro do erário público. 

          Getúlio Vargas fez o que:  derrubou os pés de café:  cortou os pés de café excedentes.  Por isso que os cafeicultores fizeram a revolução de 32 contra Getúlio, e os paulistas tinham orgulho. Ah, revolução constitucionalista!  Coisa nenhuma!  Foram os cafeicultores prejudicados para o bem do Brasil que tiveram o fim desse subsídio. 

          Então Getúlio Vargas é realmente o maior nome da República brasileira.  Não há dúvida nenhuma, com as leis trabalhistas, a lei eleitoral, a lei de Justiça eleitoral, Justiça do Trabalho, e criou as grandes empresas de base para a industrialização do que veio posteriormente. 

ENTREVISTADOR  -  Mas naquela época, essas leis vieram a calhar;  foram úteis, foram necessárias. Mas hoje, estamos quase em 2017, estamos sabendo muitíssimo bem, que essas leis já não servem mais.  Por isso é que se fala muito em reforma política, reforma das leis trabalhistas, porque as leis trabalhistas hoje, estão enterrando a economia brasileira devido à carga tributária muito alta.  Há dados que comprovam que a economia brasileira hoje, 60% dela e arrecadação e 40% produção. 

PROFESSOR  -  Perfeitamente, e eu provo para você que o Brasil não é um País Capitalista; o Brasil é pró-capitalista.  Não somos ainda um País Capitalista.  E depois desses governos PSDB - PT, nós provamos mais uma vez que não somos mesmo:  afundamos o segundo pé na lama, que é esse sistema de assistencialismo. 

          No Capitalismo não se acredita, não se assume e não se aceita esse assistencialismo.  Isso aí cheira socialismo.  |O brasileiro não é eficiente, devido a incompetência dos governos.  Você vai tentar abrir uma empresa no Brasil hoje, você emperra na Prefeitura, emperra no Estado, e você emperra nas leis federais.  Realmente o Brasil não é um País Capitalista;  e dentro desses obstáculos todos, estão as leis trabalhistas sem dúvida nenhuma.  Isso é de 1942, tem que ser realmente tudo revisto. 
Entrevista com Professor Wander Pugliesi


ENTREVISTADOR  -  Mas essas mudanças não vão acontecer de uma hora para outra.  Vai levar muito tempo até que as pessoas se deem conta de que realmente essas leis não servem, ou não tem mais utilidade, pois estão caducas e não servem para os tempos atuais;  não promovem o bem estar das pessoas, e muito pelo contrário, provocam cada vez mais a concentração de renda e cisão social. 

PROFESSOR  - O Brasil está cindido socialmente.  É o patrão contra o operário, o operário contra o patrão.  Esses governos que eu mencionei, criaram racismo no Brasil, essas cotas absurdas, e assim, a estratégia de governo, você divide a sociedade e você reina tranquilo e pode dormir. Voltando lá no Getúlio Vargas, a base da industria, foi ele que lançou.  A obra de Getúlio é indiscutível. 

ENTREVISTADOR  -  Mas o senhor falou antes sobre os pés de café que eram cortados e os cafeicultores se rebelaram e outro exemplo que foi um dos estopins da proclamação da republica, que foi a abolição da escravatura, porque eram contra essa abolição, e porque até as famílias mais humildes tinham escravos. 

PROFESSOR  -  A questão que pegou ali, foi o seguinte:  os cafeicultores, os grandes fazendeiros, exigiram do governo uma indenização, porque o escravo era uma mercadoria.  Vamos supor que você tenha 100 escravos, a 8.000 reais, que é o preço de mercado hoje de um escravo;  você tem 800 mil reais de patrimônio.  Então naquele dia 13, você perdeu 800 mil reais.  Então você processou o Estado para ter uma indenização.  E o Estado negou essa indenização. 

          Foi por essa questão que muitos fazendeiros entraram juntos nesse golpe de Estado, contra o nosso Imperador, que aliás, estava assistindo o engavetamento da Lei Áurea da abolição, há 65 anos;  o pai dele, D. Pedro I, grande Imperador já tinha mandado um projeto de lei para acabar com a escravidão em 1823 ao congresso nacional.  Esse projeto ficou engavetado 65 anos, até que a princesa Isabel deu o famoso canetaço. 

ENTREVISTADOR  -  Nós estamos falando com o Professor de História Wander Pugliesi.  As pessoas esquecem o que aconteceu na semana passada;  imagine só o que aconteceu há 400 anos:  é muito mais fácil de esquecer.  Nós estamos chegando aí na época de 1940 para cá;  como o Brasil veio caminhando até 2017, em que se encontra numa crise generalizada e ver que uma crise mais cultural e moral talvez até do que a crise econômica.  O que se pode fazer com o Brasil para que mude essa situação?  É preciso que as pessoas tenham boa vontade, mas historicamente o que é preciso fazer neste momento?

PROFESSOR  -  A culpa central de toda essa desgraça que está aí, é da Constituição de 88.  Porque, depois do governo militar, que mitificaram por aí, como sendo uma ditadura, os oportunistas de plantão, oportunistas de sempre, produziram um clima de "libertação", que não era verdade, a de que eles iriam trazer para nós um céu de estrelas, na tal de democracia, e não foi isso que nós vimos. 

          Esse mel da democracia só atraiu moscas do mal.  E o Brasil então que era a oitava economia do mundo em 1985, quando os militares foram pra casa, hoje está falido.  Por que? Pela Constituição de 88 que privilegia o crime, que engessa a ação do Estado contra o crime e pela festa democrática desses 35 partidos. 

ENTREVISTADOR  -  Mas a quem interessa esse incentivo à criminalidade?

PROFESSOR  -  À industria da criminalidade, veja bem:  se você é dono de uma empresa de segurança, ou se você fabrica armamento, você vende drogas, então você quer essa bagunça que está aí.  Essa bagunça que está aí, só tem um prejudicado:  o homem decente, a mulher decente, dona de casa, o trabalhador e responsável pelos filhos.  Essa é a única vítima, e o resto está todo o mundo ganhando .
ENTREVISTADOR  -  Mas essa balburdia toda não pode se revoltar contra quem está incentivando?

PROFESSOR  -  Os responsáveis estão sempre mais protegidos.  Você vê que o Estado proíbe o cidadão de ter uma arma, só que os nossos líderes, andam todos com seguranças muito bem armados.  E querem o desarmamento do cidadão de bem.  Essa desgraça que aí está foi programada, foi orquestrada, e não veio do "nada".

          E o Brasil, o País mais rico do mundo, que deveria estar exportando alimento e matando a fome do  seu povo, hoje o Brasil está quebrado.  Está exportando alimento, mas mesmo assim está quebrado.  Nossa industria está sucateada, e nós só pagamos de juros de junho do ano passado, o governo que foi derrubado, agora em setembro, 400 bilhões de reais em juros da dívida interna, fora a dívida externa em dólares, que é impagável, e não foi paga até 2010, e a campanha eleitoral que o governo do PT dizia que tinha pago, mas não pagou.  Isso é uma falácia.  

          O Brasil tem duas grandes dívidas, e a saída seria uma reforma total de todas as leis do País.  Tem que queimar todas as leis do País, porque aqui está acontecendo uma bagunça, em que o poder judiciário está legislando.  O poder judiciário não pode legislar.  Existe uma bagunça cívica no Brasil. Isso é fruto da inconsciência cívica dessa tal de "democracia" de 88 para cá.  Não há dúvida nenhuma. 

          E como essa deseducação, produzida pela grande mídia, e que nós temos visto, é a covardia dos pais.  A reforma na Educação, não vai resolver o problema.  A educação começa em casa, e se a família está desestruturada, você não tem sistema que possa implantar lá fora, que não vai resolver.

ENTREVISTADOR  -  Quem sabe não seja o momento do Brasil agir como nos paises asiáticos, em que eles determinaram o fechamento das universidades e decidiram investir pesadamente em duas matérias:  o idioma pátrio e a matemática (???).

PROFESSOR  -  Seria uma solução, mas que se viesse implantar no Brasil a responsabilidade dos pais e das mães.  É aí que está falhando.  Hoje você tem um professor que, se é mais duro, o pai e a mãe são contra:  está inverso ao nosso tempo (antigo).  Antigamente, se nós éramos reprimidos pelo professor, e o pai soubesse, a gente levava outra repressão no lar. 

          Isso hoje se inverteu.  As criancinhas, até os cachorros e gatos estão dominando as casas.  O pai e a mãe estão acovardados:  estão deixando correr frouxo.  Assim não vai ter sistema que vai salvar o País.

ENTREVISTADOR  -  Como é que podemos resumir essa história toda:  desde o surgimento do Brasil Colônia até os tempos de hoje (2017)?

PROFESSOR  -  Olha, tem gente que pensa que a maldição brasileira da corrupção, já nasceu com a carta de Pero Vaz de Caminha.  Ele escreveu uma carta de nascimento do Brasil, quando Cabral pisou aqui.  Nessa carta, o Caminha já pede um emprego para o genro dele que estava desempregado em Lisboa.  Primeiro, ele elogia bastante a terra para agradar o ego do rei, e no final ele pede um emprego.  A corrupção no Brasil já nasceu na certidão de nascimento na carta de Caminha.  

          É claro que isso é apenas um simbolo, mas na verdade o povo brasileiro está deseducado.  A gente vê isso a partir da história;  sobretudo da república.  A república de "trancos e barrancos", porque o sistema republicano, infelizmente tem um aspecto de turismo: 

          Aparece um aventureiro, se elege, com o capital de não sei quem, trabalha para esse Capital, toma decisões que vão prejudicar milhões de pessoas e o futuro do País fica comprometido.  Depois essa pessoa vai embora daqui 4 - 8 anos e não responde pelos atos que assumiu quando era presidente.  Disso se segue mais uma campanha eleitoral e esse ilusionismo de que eu tenho o poder de escolher, que é batido na imprensa;  o teu vovo tem valor, o teu voto tem valor, o teu voto é igual ao de todo o mundo...

          Isso é uma ilusão.  A gente chega a cada eleição com a ilusão de que agora vai mudar, agora vai mudar e não muda.  E não é para mudar, porque os donos do Brasil não moram no Brasil.  Os donos do Brasil são os grandes banqueiros internacionais que proclamaram a República e que trabalharam contra os governos que por tornar o País independente e dependente economicamente porque não adianta eu dizer aqui não manda mais portugueses. 
          Quando eu pego dinheiro dos bancos ingleses para indenizar Portugal, que foi essa grande desgraça que aconteceu na Proclamação da nossa Independência em 1822.  Nós indenizamos Portugal para evitar a guerra, e aquela dívida contraida com os banqueiros de Londres, está sendo paga até hoje. 

          A independência do Brasil teria que ser intelectual, teria que ser independência moral, e o único caminho é o nacionalismo.  É você educar a população através da mídia, através da novela, através do jornalismo, que hoje você sabe que está fazendo um trabalho exatamente ao contrario;  educar o povo, para que o povo tenha consciência nacional, tenha civismo, tenha unidade nacional.  Nós não somos uma comunidade no Brasil.  O Brasil parece um acampamento onde todo o mundo está trabalhando contra todo o mundo. 

          É o paraíso dos golpistas.  Isso está resumido num tapa na cara que o sistema recebeu do tal do Fernandinho Beira Mar.  Numa entrevista dele, o reporter perguntou:  - O que dá mais dinheiro no crime?  Ele respondeu:  - a política.  O Fernandinho Beira Mar respondeu isso:  é a ´política que dá mais dinheiro no crime.  Não é cocaína, não é jogo, não é arma:  é a política. 

          Quando você tem um sistema desqualificado por um grande narcotraficante, você tem que começar tudo do zero:  um governo forte que acabe com esse sistema, mande todo o mundo pra casa, reescreva a Constituição, reescreva a lei eleitoral, o código penal, e o código civil.  Nós temos que fazer coisas modernas;  nossas leis são todas muito antiquadas.  O próprio sistema legislativo já está em questão. 

ENTREVISTADOR:  Mas é possivel fazer essas mudanças?

PROFESSOR  - Só um governo militar.  Um governo forte quer dizer um governo militar.  É a única opção.  Nesse sistema de 35 partidos não vamos chegar a lugar nenhum.  Nós estamos falidos.  O Congresso Nacional custa cada 24 horas 23 milhões de reais para o nosso contribuinte. 

          A Câmara Municipal de Blumenau, por exemplo, custa por mês 1 milhão e 700 mil reais, e ela não serve para nada, a não ser para os senhores vereadores.  Se você eliminar a Câmara dos Vereadores, que é uma invenção romana de 2.500 anos e que já está obsoleta, com a comunicação que temos hoje, esse Whatsapp, você coloca uma Secretaria na Prefeitura 24 horas por dia e o cidadão tem esse número, se tem um buraco na tua rua, você fotografa o buraco e manda pelo Zap, e a Prefeitura toma as providências. 

          Depois, com esses 1 milhão e 700 mil por mês, injeta nas escolas, e tudo o mais.  Só que isso, a gente sabe que não vai acontecer.  A conjuntura internacional não permite mais isso.  O ocidente está falido.  Você vê agora o que está acontecendo na Alemanha, na França, na Bélgica com esses atentados na Europa, está desaparecendo como entidade cultural e nacional. 

          O Oriente vai dominar:  o olhinho puxado vai dominar todos.  Nós estamos nos falindo ao suicídio coletivo para manter essa máquina obsoleta que está aí, e o poder legislativo não atende as nossas expectativas, um poder judiciário que está emperrado, e criminalizado também, infelizmente, com juízes vendendo sentenças e o poder executivo perdido, levando pressão de todos os lados. 

ENTREVISTADOR  -  Professor, as pessoas podem estar perguntando qual seria a sua opinião, de uma maneira mais otimista em relação aos nossos tempos.  Porque até o momento estamos falando de fatos reais que são muito cruéis de ser ouvido.  Há uma possibilidade de uma visão otimista?

PROFESSOR -  O otimismo só é útil, pessoalmente.  A pessoa deve tomar as providências de melhoria da sua vida particular.  Não se pode esperar nada de bom dos governos.  O cidadão tem que agir só.  O futuro do teu filho depende de você, e do esforço desse teu filho se você ficar esperando a melhoria do ensino nas escolas, a melhoria da qualidade do material, a melhoria do sistema, da fiscalização dos produtos que a gente consome, você vai se desesperar, se desiludir!

          O otimismo sim, na tua ação particular!  Na tua seriedade, na cobrança da família, sem esperar grandes coisas.  Lá fora, realmente a coisqa té feia.  Os olhinhos puxados vão dominar o planeta. 
(OBSERVAÇÃO:  Esta é uma situação visionária até 2017)


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