AMORES LEVIANOS

Todos nós precisamos de um momento de isolamento. Para que? Para fazer uma oração em "secreto", como ensinava Jesus, no Sermão da Montanha. Isolamento para meditar, para receber uma inspiração divina, ou então para escrever versos, como eu faço, colocando no papel, reflexos da minha própria vida. Segredos inconfessáveis, mas que deixo transparecer em minhas palavras sutis. Nomes? Estes eu nunca revelarei. São segredos que ficarão sepultados junto com meu corpo, quando a minha vida tiver um FIM.
FALSOS AMORES
(Guilherme Köhn)
Serei sempre um prisioneiro,
nos braços de um amor qualquer;
mas nesse voluntário cativeiro,
sempre enganarei a mulher.
Porquanto dure a paixão,
eu serei um amante perfeito;
deixando em seguida a prisão,
desse amor já satisfeito.
Como abelha operária, tal qual;
de flor em flor vou pousando,
e o doce mel, do amor sensual,
em cada mulher vou roubando.
Mulheres, que se envolvem comigo,
são como a flor de um malmequer;
vou tentando, mas não consigo,
gostar de uma só mulher.
Errado sou? Me desculpem,
mas assim me fez a natureza.
Já não importa que me julguem,
confesso a minha fraqueza.
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VIDA DE BOÊMIO
(Guilherme Köhn)
Numa boate as bebidas,
rolam pelo salão,
onde mulheres perdidas,
disputam meu coração.
Não temo dizer a verdade,
já não pertenço a ninguém...
Pois, na minha liberdade,
eu sou um perdido também.
Levo a vida em boemia,
embebido em venenos fatais,
cantando as velhas melodias,
de um tempo que não volta mais.
Muitas mulheres me beijam,
mas eu não sinto o sabor...
Elas dizem que me amam,
amor fácil não tem valor.
Às vezes me sinto esgotado,
no final de um vira-vira;
sei que estou sendo enganado,
nessa vida de mentira.
Sei que o amor interesseiro,
é o excesso que me consome,
mas eu nunca serei prisioneiro,
dessas mulheres sem nome.
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CASSINO DA VIDA
(Guilherme Köhn)
A vida é uma grande Roleta,
com duas cores fatais;
a morte, que vem na cor preta,
e vermelho, venenos mortais.
O amor é um jogo arriscado,
no Grande Cassino da Vida;
um prêmio tão cobiçado,
peleja nunca vencida.
Passei minha vida jogando,
as cartas marcadas do Amor;
e a sorte sempre raspando,
nunca me fez ganhador.
Façam seu jogo senhores,
na grande Roleta da Vida.
Joguem todos, seus amores,
que a sorte está prometida.
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