COMÉDIAS DA VIDA

A vida, às vezes nos parece contraditória. Pode ser uma contradição dramática ou cômica. Qualquer uma dessas situações, servem de mote para uma boa versificação. Depende da nossa disposição e observação da vida. Depois, basta pensar e criar. Não tenho vaidade ou pretensão de ser o melhor no ramo, apenas urge que eu escreva. E assim o faço. Divirtam-se.
O CIGARRO E O AMOR
(Guilherme Köhn)
O cigarro não presta, faz mal,
pode até causar a morte;
mas o Amor também é fatal,
é um vício muito mais forte.
O cigarro contém nicotina,
prejudica o nosso pulmão;
e a droga do Amor alucina,
vai direto ao coração.
Muitos fumantes sofrem,
uma tosse ou rouquidão;
o amor provoca também,
a cegueira da visão.
Você, fumante assumido,
pode encomendar o caixão;
e você, que ama escondido,
vai morrer de amor e paixão.
o Cigarro é fumo picado,
enrolado em palha ou papel;
o Amor é mais complicado,
pois o fumo tem gosto de mel.
Você pede fogo e acende,
um cigarrinho apagado;
no Amor já é diferente,
não se pede fogo emprestado.
Cigarro dá câncer, cuidado,
mas eu não quero saber;
já que estou condenado,
de amor prefiro morrer.
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CACHAÇA E MULHER
(Guilherme Köhn)
Mulher e boa cachaça,
há um dito popular;
em qualquer lugar se acha,
mas eu vou filosofar.
A cachaça faz o homem,
beber a não se aguentar;
mas a mulher pode também,
de paixão embriagar.
A cachaça provoca ressaca,
que no dia seguinte se cura;
mas quando a paixão ataca,
por muito tempo perdura.
Não beba, meu caro amigo,
ou a cirrose te mata;
mulher é outro perigo,
ao coração só maltrata.
Para beber eu procuro,
aguardente por aí...
mas a mulher no escuro,
pode ser um travesti.
Cachaça a gente oferece,
aos amigos para beber;
mas a mulher me parece,
"é ruim" de oferecer.
E quem não gosta afinal,
de uma boa cachacinha;
para mim o principal,
é uma boa mulherzinha.
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CONVERSA DE BOTECO
(Guilherme Köhn)
Jogando conversa fora,
em um boteco qualquer;
passamos algumas horas,
a conversar e beber.
O assunto irreverente,
gira em torno de mulher;
e nesse meio-ambiente,
pornografia é mister.
Futebol também acontece,
bem discutido porém;
e a política não desce,
na garganta de ninguém.
A gente vai conversando,
sem ter nada pra fazer.;
e passa o tempo voando,
sem a gente perceber.
Depois que acaba o assunto,
mais um traguinho faz bem;
tira gosto de presunto,
e uma cerveja também.
E a turma já meio tonta,
só falando baboseira;
uns tragos além da conta,
e mais uma saideira.
Se a vida é descolorida,
se a vida parece ruim
a gente esquece da vida,
conversando em botequim.
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O CASAMENTO
(Guilherme Köhn)
Menina quando é solteira,
pensa logo em casamento;
Oh, que grande besteira,
que cabecinha de vento.
E o homem também pensa,
que uma esposa é a solução;
não entendo essa crença,
casamento é vocação.
Quando o casal é ricaço,
o casamento é um negócio;
mesmo que acabe em fracasso,
dá "status" o divórcio.
Casamento de pobre, não sei,
não adianta ter nome;
muitos filhos, mais de seis,
e todos morrendo de fome.
o diabo vive a tentar,
o casal que muito namora;
e sempre consegue apressar,
casamento de última hora.
O namoro´é um momento,
em que tudo é cor- de- rosa;
mas depois do casamento,
é uma cor betuminosa.
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GUERRA DOS SEXOS
(Guilherme Köhn)
Entre o homem e a mulher,
existe um sem nexo profundo;
e esta guerra vem a ser,
a mais antiga do mundo.
A mulher tem uma crença,
de ser mais inteligente;
mas o homem também pensa,
seu engano ela não sente.
E o homem já nasceu,
infiel por natureza;
foi quando o Adão comeu,
a maçã da esperteza.
É tola a mulher que domina,
o homem muito inteligente;
pois nessa aparência divina,
quando ele diz, te amo... ele mente.
Inteligente o homem não olha,
se a mulher lhe tem amor;
para esposa ele escolhe,
mulher burra, sim senhor.
Nesta guerra entre os sexos,
não há mortes nem defuntos;
esta guerra não tem nexo,
inimigos dormem juntos.
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