POLÍMNIA


Musa da poesia

          Polimnia, na Mitologia Grega, trata-se da musa da Poesia, e o seu nome significa "Muitas Canções".  Meus versos assemelham-se a esse conceito de muitas canções.  São motes variados, escritos em momentos diferentes, obedecendo à musa inspiradora desses momentos.









VERSOS À CHUVA
(Guilherme Köhn)

Noite fria, a chuva fina,
vai molhando a solidão;
Só não molha a saudade,
presa no meu coração.

Noite fria estou sozinho,
e ao som de uma goteira;
essa chuva de fininho,
vai caindo a noite inteira.

Logo amanhã de manhã,
outro dia já será.
E se a chuva continua,
tudo se repetirá.
       ... / ...
                                                                   
DIFICULDADES...
(Guilherme Köhn)

Não existem realmente,
neste mundo fenomênico,
são apenas sombras,
ou projeções da mente.

Para mudar sua fida,
mude também sua mente.
Para torna-la sadia,
trabalhe construtivamente.

Viva com alegria,
vencer espere somente.
Em todo e qualquer momento,
confie em Deus presente.

Do teu estado de espírito,
a tua saúde depende.
Assim também o sucesso,
que todo homem pretende.
          ...   /   ...

 TRAIÇÃO:
 (G. Köhn)

Se acaso perderes a serenidade e a calma,
desgostosa, pela dor de uma traição;
sentirás espinhos que nascem da alma,
vertendo sangue, no coração.

PERCEPÇÃO:

Às vezes, eu que sou tão descrente,
percebo como se um anjo da guarda
ou semelhante espírito benevolente,
me protege de forma inusitada.

TRADIÇÃO:

Conservando uma tradição,
cultuamos a imortalidade;
os anos não passam em vão,
e não morre uma saudade.

PADECIMENTO
(Guilherme Köhn)

Um barco sem rumo,
à deriva no mar;
corre muito perigo, 
pode até naufragar.

          E você meu amigo,
          sem rumo a vagar;
          o barco da vida,
          não queira afundar.

Só há uma saída,
que lhe pode salvar;
gritar por socorro,
e a Deus implorar.

          Pois a Ele recorro,
          se estou a chorar;
          oração é conforto,
          não custa nada tentar.

E você quase morto,
não quer me escutar;
só digo, não insisto,
não lhe posso forçar.

          O destino imprevisto, 
          é um mistério no ar;
          quem sabe Deus queira,
          a sua fé provocar...
                 ...  /  ...

MULHER DE RECADO
(Guilherme Köhn)

Um dia cansado,
de ser educado
deitei fatigado
numa cama de estrado
e a mulher de recado
deitou a meu lado.

Falei com cuidado
de assunto passado
de amor magoado
eu me via arrasado
por ter sido forçado
a romper o noivado.

E a mulher de recado
ouviu de bom grado
o meu caso contado.
Não me achava culpado,
e me ensinou um ditado
que eu tenho guardado:

Amor fracassado,
é amor justiçado;
e sofrer um bocado, 
é mais indicado
que viver mal casado
e de amor mascarado.
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