IDADE DOS DEVANEIOS


Juventude

          Devaneio é próprio da juventude.  É uma idade onde o ser humano se deixa levar pela imaginação, pelos sonhos e por paixões profundas.  Devaneios são fantasias, são loucuras, tudo em nome do amor paixão;  são utopias ilusórias.  É também a idade da impulsividade que pode resultar em sublimações ou fracassos.  Só depende de cada pessoa.  Tudo isso existe, mas é passageiro como a nossa própria vida.  O devaneio amadurece e se transforma, geralmente para melhor.




A UM GRANDE AMOR
(Guilherme Köhn)

Eu te amo tanto, minha querida,
não tenho palavras nem gestos.
E não existe mais doce na vida,
que os beijos que já me destes.

Eu te amo tanto, tanto, tanto,
como tudo que ama neste mundo;
como a noite às estrelas, 
e as flores o solo fecundo.

E o perfume do teu corpo divino,
guardado está, na minha lembrança;
é minha prece, meu sonho, é meu hino.

Saudades tenho, desta bem aventurança,
rogando-te a Deus, oráculo do destino, 
nesta chama ardente, de esperança.
                                                                         ... / ...

DESEJOS...
(Guilherme Köhn)

Quero embriagar-me de beijos, 
colhidos nos lábios teus;
e mergulhar meus desejos, 
no teu corpo, junto ao meu.

          E quero nesse amor profundo,
          na vertigem de um longo abraço, 
          depositar no teu colo fecundo,
          minha vida, em teu regaço.

Na despedida final, um beijo quente, 
quero ainda, nos lábios sedentos, 
sentir esse amor, tão envolvente.

          Nosso amor... efêmeros momentos,
          fervilhando em minha mente,
          neste mundo, de puros pensamentos.
                               ...  //  ...

NOITES DE INSÔNIA
(Guilherme Köhn)

Quantas noites, o mesmo acontece;
me deito na cama, muito cansado,
o sono não vem, fico acordado;
insônia implacável, só me aborrece.

As horas não passam, rastejam;
procuro ouvir, o rádio ligado, 
porém me desligo, sobressaltado;
serão fantasmas, horrendos que chegam?

Vozes me dizem, que estou condenado
a viver de lembranças, de amores passados;
parece que a noite, até zomba de mim.

e sempre de amores, me fala um sermão;
perdi minha chance, uma grande paixão;
e assim me torturo, na noite sem fim.
                      ...  /  ...

FUTURISMO
(Guilherme Köhn)

Lindas cartas de amor, pedaços de alma, 
ficarão sepultadas no cemitério do tempo...
E lentamente, em noites calmas,
levadas pelo vento...

Num impiedoso esquecimento, 
minhas lembranças cairão.
Beijos perdidos, memórias de amor,
silêncio do coração.

Mas eu seguirei pela vida,
sempre amando, 
embora a ilusão desfeita...

Serei sempre aquele jovem que sorri,
numa foto amarelada pelo tempo, 
tirada de um passado feliz.

Ninguém saberá,
que segredos, de que forma, 
minhas cartas foram escritas...
Não foram apenas, papéis ao vento...
Meu coração continuará vivo,
e sendo alimentado de lembranças,
palpitando de emoção,
desejos e esperanças...

Esperanças que se apagarão,
como as noites calmas,
ao sabor do vento, 
no epílogo da vida, 
no último alento, 
no meu último... adeus...
          ...  /  ...


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