MONÓLOGOS


poemas

          Monólogos, são pensamentos que brotam espontaneamente do nosso interior.  São inspirações.  Podem ser dramáticos ou suavemente poéticos.  Pode ser também um diálogo consigo mesmo, ou seja, quando alguém conversa com seu próprio eu.  "Mono", significa "um";  e "logos", significa "palavra", ou "ideia".  


Pode ser teatral, quando o ator pratica um solilóquio, isto é, verbaliza de forma dramática o pensamento de um personagem qualquer.  O mesmo que monólogo. 

       POETA
       (Guilherme Köhn)



Poeta não chora, faz versos.
Ele traz no peito calado, 
talvez um coração cheio de dor.
Vive de reviver o passado, 
iludindo o tempo presente.
Quase estar contente.
Poeta,
É um eterno apaixonado,
que exalta em versos, 
o seu amor frustrado.
Sonha, mesmo acordado.
Ama, sem ser amado.
Poeta, 
Sabe falar de amor;
brinca com versos como criança, 
escreve um poema todo inspirado, 
e jamais perde a esperança.
Realiza no seu mundo de pura ilusão,
o sonho de um amor impossível, 
e não alimenta a chama da descrença.
Poeta,
é um mito incompreendido, 
por vezes desprezado, 
passando pela vida esquecido.
Quem sabe, um dia cansado,
na hora final, num leito moribundo, 
dirá talvez, querendo ser resignado;
- eu fui apenas, um homem honrado.
                   ... / ...

QUANDO SE AMA
(Guilherme Köhn)

Quando se ama,
é uma festa no coração.
A gente acorda sorrindo,
contando as flores do jardim.
A gente pula, brinca feito criança...
E a vida não parece ser ruim.
Quando se ama, 
brotam poesias em nosso coração. 
A gente olha o sol, a lua, as estrelas, 
e achamos que tudo ficou mais bonito.
Tudo é motivo de inspiração. 

Porém,
quando a luz do amor, 
que dá sentido a essa ilusão
apaga e morre, 
destruída nas ondas revoltas de uma traição, 
nossa vida se torna um deserto...
Nosso coração se torna árido e sem brilho, 
e olhamos o mundo com uma total indiferença.
Nada mais nos importa;
nem a luz, nem o sol, ninguém.
Surgem forças diabólicas e cruéis,
alimentando a chama da descrença;
... destruídos, destruímos também.

Quando já não mais se ama, 
nossa vida é um constante sofrer.
Tornamo-nos insuportáveis, 
e nada nos dá prazer.
E quando perdemos aquele sorriso espontâneo, 
e as rugas escrevem no rosto, 
a estória do nosso fracassado amor.
Quando já não mais se ama, 
quase não vale a pena viver.
Se o amor não voltar a habitar nosso coração,
é quase, preferível morrer.
                      ...  /  ...

MINHA ESTRELA
(Guilherme Köhn)

Certa noite, 
da janela do meu quarto, 
olhando as estrelas, 
eu também pensava em ti.
As estrelas eram lindas, 
e pareciam alegres.
Mais do que alegres, pareciam vivas. 
As estrelinhas coloridas, 
pareciam entender o meu fascínio, 
mas eu não sabia conversar com elas.
Me lembrei então de uma frase,
de um poeta famoso:
" - Ora direis, ouvir estrelas..."
Mas, pensando em ti, 
eu percebi que para mim
o brilho do teu olhar que ilumina teu rosto, 
é mais alegre e mais intenso
do que as estrelinhas distantes.
Afinal, estás tão próxima...
Tu és o meu universo, a minha galáxia, 
e a minha estrela preferida.
Certamente, 
esta foi a mensagem
que na sua inquietação reluzente, 
me transmitiam as estrelinhas. 
Nesse instante, 
intensificou também o brilho do meu amor, 
do meu grande amor por ti, 
minha estrela querida em forma de mulher, 
a quem eu amo tanto.
Sou teu astro, 
e te quero no calor da minha saudade;
te amo, te quero, te adoro, 
minha estrela.
                    ...  /  ...

CARTA DE AMOR
(Guilherme Köhn)

Amor, o destino vai nos separar,
não quero acreditar nisso...
Apesar da distância que nos separa, 
meu amor, estaremos ligados pelo coração...
Apesar das circunstâncias, 
ligados pelo pensamento...
Recebi a notícia, 
como um cálice de amarguras...
Inesquecível amor, 
a voz da saudade
cruel será, tenho certeza...
Ouviremos esta voz a todo instante, 
e até mesmo no silêncio, a falar de nós.
Longas noites de insônia teremos...
Horas lentas, de lembranças...
Ouviremos o relógio soluçante;
tic-tac, tic-tac...
contando a nossa estória.
E perdendo-a, perderei quase tudo;
a alegria e a felicidade.
Mas a esperança não morre, 
pois um dia, quem sabe, 
o destino, somente a Deus pertence.
                   ... / ...

PAIXÃO
(Guilherme Köhn)

Poderosa força,
que se transforma em prazer
nos momentos venturosos.
Êxtase profundo,
que abrasa o homem, a mulher, 
em seus atos amorosos.
Instintos violentos,
insensatos, que fazem acontecer,
os amores pecaminosos,
desejos sensuais intensos, 
que despertam no ser,
os impulsos libidinosos.

             ... / ...

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