CONVERSA DE BOTECO
De vez em quando, nasce uma poesia no meu pensamento sensível. São versos, poemas e canções que veem não sei de onde, e são captados pelo rádio receptor dos meus sentimentos. São momentos de inspiração. É interessante notar, que tais pensamentos assim captados, ainda podem ser lapidados com simples palavras, tornando-se mais atraentes, mais bonitos. Ou, de uma outra forma, as palavras também podem ser tijolos, ou pedras, que cuidadosamente encaixadas, edificam frases inteligentes, curiosas ou até divertidas.

Certa facilidade para escrever dessa forma, vem desde os tempos ginasiais, quando eu estudava no Ginásio São Miguel, em Passa Quatro-MG. Nesse educandário, meus saudosos professores de Português sempre me incentivaram a redigir. Escrever pois, sobre qualquer tema, tornou-se para mim um hábito, um agradável passatempo.
CONVERSA DE BOTECO
(Guilherme Köhn)
Jogando conversa fora
em um boteco qualquer.
Passamos algumas horas,
a conversar e beber.
O assunto irreverente,
gira em torno de mulher;
e nesse meio-ambiente,
pornografia é mister.
Futebol também acontece,
muito discutivo porém;
e politicagem não desce,
na garganta de ninguém.
A gente vai conversando,
sem ter nada pra fazer.
E passa o tempo voando,
sem a gente perceber.
Depois que acaba o assunto,
mais um traguinho faz bem;
tira-gosto de presunto,
e uma cervejinha também.
E a turma já meio tonta,
só falando baboseira;
uns tragos além da conta,
e mais uma saideira.
Se a vida não é colorida,
se a vida parece ruim;
a gente esquece da vida,
conversando em botequim.
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COMÉDIAS DA VIDA
(Guilherme Köhn)
A vida é mesmo engraçada,
e não sei qual é a bronca;
mulher branca tão bronzeada,
e a preta, querendo ser branca.
O homem fica engraçado,
na hora do seu casamento;
feliz por ter arranjado,
seu futuro arrependimento.
Um preto muito elegante,
no seu terno branco de linho;
parece um mosquito errante,
que caiu no leite branquinho.
Acontece ao político
que de tanto prometer;
tem a memória paralítica
depois de se eleger.
Ser político é difícil,
não pode ser acanhado;
ao prometer o impossível,
enganando o eleitorado.
A maior comédia da vida,
consiste na pura ilusão;
buscar a juventude perdida,
nas mãos de um cirurgião.
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O CIGARRO E O AMOR
(Guilherme Köhn)
Cigarro não presta, faz mal,
pode até causar a morte;
mas o Amor é fatal,
um vício muito mais forte.
O cigarro contém nicotina,
prejudica o nosso pulmão;
e a droga do Amor alucina,
vai direto ao coração.
Muitos fumantes sofrem
uma tosse ou rouquidão;
o Amor provoca porém,
a cegueira da visão.
Você, fumante assumido,
pode encomendar o caixão;
e você que ama escondido,
morre de Amor e paixão.
O Cigarro é fumo picado,
enrolado em palha ou papel;
o Amor já é mais delicado,
pois o fumo tem gosto de mel.
Você pede fogo e acende,
um Cigarro apagado,
no Amor já é diferente,
não pede fogo emprestado.
Cigarro dá câncer, cuidado,
mas eu não quero saber;
pois já que estou condenado,
de Amor prefiro morrer.
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CACHAÇA E MULHER
(Guilherme Köhn)
Mulher e boa cachaça,
há um dito popular;
em qualquer lugar se acha,
mas eu vou filosofar;
A cachaça faz o homem,
beber a não se aguentar;
mas a mulher pode também,
de paixão embriagar.
A cachaça provoca ressaca,
que no dia seguinte se cura;
mas quando a paixão nos ataca,
por muito tempo perdura.
Não beba, meu caro amigo,
ou a cirrose te mata;
mulher é outro perigo,
e ao coração só maltrata.
Para beber eu procuro,
a cachaça por aí...
mas a mulher no escuro,
pode ser um travesti.
Cachaça a gente oferece,
aos amigos pra beber;
mas a mulher me parece,
"É ruim" de oferecer...
E quem não gosta afinal,
de uma boa cachacinha;
para mim o principal,
é uma boa mulherzinha.
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MULHER BONITA, MULHER FEIA
(Guilherme Köhn)
Mulher bonita é um colírio,
faz um bem pros olhos meus;
é um gostoso delírio,
sonhar com os dotes seus.
Eu detesto mulher feia,
por elas não tenho paixão.
Gorda parece baleia,
magra parece um canhão.
Eu não me importo se ela,
me chama de troglodita;
só de estar perto dela,
dá gosto a mulher bonita.
Mulher feia é um desarranjo,
depois daquela ressaca;
não quero uma cara de anjo,
não quero também uma vaca.
Elegante, bonita e graciosa,
muito mais eu posso dizer;
canto em verso, canto em prosa,
a beleza da mulher.
XO, urubu! Ave de rapina!
Mulher feia é caricatura,
e se tem a perna fina,
parece uma saracura.
Não bastam às afroditas,
tantas palavras e exemplos;
Deus salve as mulheres bonitas,
e as feias... se tiver tempo.
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