VERSOS DE AMOR E SAUDADE

Claudionor Rosa, presidente do Grêmio Literário de Resende. Este amigo incansável, nunca mediu esforços em prol da cultura. Ele era o promotor e responsável pelos Jogos Florais de Resende. Estes versos ou estrofes são reminiscências desse evento cultural, e os quais agora publico neste Blog, e ao mesmo tempo em que faço uma homenagem ao amigo Claudionor.
Este trabalho, condensando versos, trovas, canções, etc, trata-se apenas de um trabalho pessoal, passível de correções, e de um polimento na construção de certas frases. E quem sabe, eu possa faze-lo na medida do possível. Este trabalho não termina aqui, pois continuo sempre escrevendo, como uma forma salutar de atividade.
VERSOS DE AMOR E SAUDADE
(Guilherme Köhn)
Não posso, e sei que não devo,
entregar-me à ociosidade.
Por esse motivo eu escrevo,
versos de AMOR E SAUDADE.
Sei que desta vida não levo,
nem riquezas nem vaidade.
Por esse motivo eu escrevo,
versos de AMOR E SAUDADE
Trago no peito um enlevo,
e no coração uma ansiedade;
sem alternativa eu escrevo,
versos de AMOR E SAUDADE.
Até o fim da minha vida,
às portas da eternidade;
farei minha despedida,
em versos de AMOR E SAUDADE.
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TEATRO DA VIDA
(Guilherme Köhn)
Como imenso teatro de bruxedo,
e num cenário cheio de cores;
a vida desenrola o seu enredo,
e sem querer somos atores.
Mas eu juro, eu não queria,
este papel que me foi dado;
desempenhando a melancolia,
de um homem apaixonado.
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CASSINO DA VIDA
(Guilherme Köhn)
A vida é uma grande Roleta,
com duas cores fatais;
a morte, tem a cor preta,
vermelho, venenos mortais.
Façam seu jogo senhores,
vai começar a partida;
joguem todos seus amores,
que a sorte está prometida.
Para ser feliz um pouquinho,
apostei na felicidade;
mas o ingrato joguinho,
deu tristeza, deu saudade.
Passei minha vida jogando,
viciadas cartas de amor;
e a sorte, sempre raspando,
nunca me fez ganhador.
O amor é um jogo arriscado,
no grande torneio da vida;
um prêmio tão cobiçado,
uma luta nunca vencida.
São ingredientes do jogo,
o dinheiro, a paixão e a bebida;
queimando os homens no fogo,
do Grande Cassino da Vida.
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TUNEL DA NOITE
(Guilherme Köhn)
No silêncio profundo da noite dormente,
existem sons que não consigo entender.
Sons estranhos, que cessam de repente,
ou que começam, e me fazem estremecer.
Ouço as vozes dos insetos,
vozes provindas do além.
Estranhos, e insólitos dialetos,
falando, sabe Deus com quem.
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VERSOS À CHUVA
(Guilherme Köhn)
Noite fria, a chuva fina,
vai molhando a solidão.
Só não molha a saudade,
presa no meu coração.
Noite fria estou sozinho,
ouvindo o som de uma goteira.
E a chuva de fininho,
vai caindo a noite inteira.
Logo amanhã de manhã,
outro dia já será.
E se a chuva continua,
tudo se repetirá.
Eh, chuvinha intermitente;
vai caindo numa boa;
vai cantando alegremente,
chuva fina é garoa.
Eu quisera estar contente,
como a chuva de verão;
que alagou inconsequente,
minha negra solidão.
Noite a dentro ela prossegue,
chove chuva, sem parar;
quem sabe você consegue,
minhas mágoas carregar.
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