NOTURNO


Líricas

          O título deste trabalho, "Noturno", deve-se ao fato de que a maioria das minhas criações literárias, foram escritas à noite, horário em que sempre fui mais produtivo.  Estas poesias, versos e poemas, não pretendem ser um primor de literatura.  Não, é apenas um trabalho modesto.  Escrever tornou-se para mim um hábito, um agradável passatempo. 


          Resolvi publicar estes trabalhos aqui no Blog, pensando em incentivar outras pessoas. Para que estas também divulguem seus trabalhos.

                     NOTURNO
               (Guilherme Köhn)

Dentro da noite, o silêncio é tão tristonho
que às vezes só, eu fico a meditar...
                                                      Penso em alguém, mas não quero sonhar,
                                                      pois triste eu sei, será também meu sonho.

A madrugada é um mundo de lembranças,
são as algemas da minh'alma prisioneira...
E como pesam, suportar a noite inteira,
as cadeias que aprisionam a esperança.

Espero então, que os raios de calor
de um novo dia, a despertar brilhante,
possam banir do meu triste semblante,
a negra noite, e a falta de um amor.
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CANTIGA DE UM HOMEM SÓ
(Guilherme Köhn)

Sozinho em meu mundo,
começo a pensar,
pego a viola
e me ponho a cantar.

São versos que faço
falando de amor
São os sentimentos
de um trovador.

As recordações
me fazem chorar
Não tenho ninguém,
eu vivo a sonhar.

Amor entristece
o meu coração,
o que me consola
é a minha canção.

E nesta lembrança
recordo o passado
na vaga esperança
de te-la ao meu lado.
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NOITES DE INSÔNIA
(Guilherme Köhn)

Quantas noites, o mesmo acontece;
me deito na cama, muito cansado,
o sono não vem, fico acordado;
insônia implacável, só me aborrece.

               As horas não passam, rastejam;
               procuro ouvir, o rádio ligado,
               porém me desligo, sobressaltado;
               serão fantasmas, horrendos que chegam?

Vozes me dizem, que estou condenado,
a viver de lembranças, de amores passados;
parece que a noite, até zomba de mim.

               E sempre de amores, me fala um sermão;
               perdi minha chance, uma grande paixão,
               e assim me torturo, na noite sem fim.
               = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =

MORENA
(Guilherme Köhn)

Tua côr, morena, inflama
meus desejos, e o meu coração.
Ouça a voz de quem te ama,
escuta a minha canção.

Morena, tua côr é fogo ardente,
e quero sentir teu calor
me queimando totalmente,
no incêndio do amor.

Morena, sou um louco apaixonado, 
e estou a perder a razão.
Te amo só em pecado,
e por Deus, não quero perdão.
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POEMA A UMA CRIANÇA
(Guilherme Köhn)

Pequena Paulinha,
é assim que chamam você.
Carinhosamente Paulinha,
botão em flor.
E você sabe por que?
Ah, doce criatura,
eu lhe digo porque:
seu mundo criança,
é pleno de amor,
capaz de fazer
nosso adulto planeta,
um mundo maior.
Ah, quem me dera
possuir a magia
da infância querida,
que os sonhos projetam
colorida esperança
de um mundo melhor.
Universo encantado
de brilho intenso
de amor e de Paz.
Ah, eu quisera avivar
na minha memória,
o retrato feliz
da minha infância,
que há muito perdi.
Quisera...
com saudade, talvez;
se a gente pudesse,
voltar a ser
criança outra vez.
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